• (11) 3078-8750 (11) 3078-4611
  • Rua Prof Carlos De Carvalho, 175 - Itaim Bibi
  • Horário de atendimento: Segunda - feira à Sexta - feira - 08:00 às 20:00

Cirurgias

  • Exerése de tumor maligno e benigno, associado à terapia adjuvante;
  • Correção de conjuntivocálaze
  • Recobrimento com membrana amniótica e/ ou mucosa oral.
  • Exerése de pterigio,
  • Auto transplante de conjuntiva
  • Sutura
  • Transplante de córnea penetrante e lamelar anterior (superficial - FALK e profundo- DALK) e posterior ( endotelial: DSAEK, DSEK, DMEK)
  • Topoplastia
  • Implante de anel intra estromal para ceratocone
  • Ceratectomia superficial mecânica e fototerapeutica (PTK)
  • Sutura corneana
  • Tatuagem corneana
  • Laser in situ ceratomileusis (LASIK), mecânico e com uso do laser de femtosegundo
  • Ceratectomia fotorrefrativa (PRK)
  • Implante de lente intraocular fácica de câmara anterior ou posterior
  • Exerése de tumor maligno e benigno
  • Reconstrução palpebral
  • Blefarorrafia definitiva e temporária
  • Tarsorrafia definitiva e temporária
  • Blefaroplastia superior e inferior ( via pele e transconjuntival)
  • Correção de ectrópio e e ectrópio palpebrais
  • Correção de ptose palpebral
  • Correção de entrópio de ponto lacrimal
  • Correção de triquíase distiquíase
  • Epilação mecânico e a laser
  • Sondagem de ponto lacrimal
  • Puntoplastia
  • Drenagem de abcesso palpebral
  • Exerése de calázio
  • Tratamento de xantelasma
  • Aplicação de toxina botulínica (estético e blefaroespasmo)
  • Injeção Intravítrea De Antiangiogênico (lucentis E Eylia)
  • Injeção Intravítrea De Polímero De Corticoide De Liberação Lenta
  • Fotocoagulação A Laser
  • Vitrectomia Anterior
  • Vitrectomia Posterior Via Pars Plana
  • Retinopexia Com Introflexão Escleral
  • Retinopexia Pneumática
  • Retirada De Óleo De Silicone Intravítreo
  • Retirada De Corpo Estranho Intraocular
  • Implante Secundário De Lio / Fixação Escleral
  • Cirurgias Antiglaucomatosas: Trabeculectomia E Implante De Válvula De Drenagem (tubo)
  • Criocicloterapia
  • Fototrobeculoplastia A Laser
  • Iridectomia (laser)
  • Iridectomia Cirúrgica
  • Iridociclectomia
  • Trabeculoplastia a laser

Nosso olho possui duas lentes naturais, cuja função é focalizar a imagem na retina; uma delas, a externa é a córnea e a segunda, o cristalino.

Essas lentes são transparentes à custa de um equilíbrio ótimo de água que é regulado por algumas células especializadas: o endotélio da córnea e as células da cápsula do cristalino. Quando existe algum transtorno ao funcionamento dessas células, teremos uma opacificação, quando se perde a transparência para a passagem da luz e consequentemente, haverá o comprometimento da visão. As células da córnea são mais resistentes e por isso, felizmente, as doenças da córnea são menos comuns, mas as células da cápsula do cristalino são mais sensíveis a vários fatores que comprometem seu funcionamento mais cedo, dentre eles a idade, a Diabetes Melitus, o uso de corticoide ocular, nasal, intra-articular, traumas oculares, processos inflamatórios intraoculares, entre outros, ocasionando a opacificação do cristalino, que denominamos Catarata. Doenças congênitas, dentre elas a Toxoplasmose sistêmica, a Rubéola, algumas doenças ligadas ao Metabolismo, podem originar Catarata e a criança nascer com o cristalino opacificado; portanto, Catarata não é uma doença só do paciente idoso, mas pode ocorrer em qualquer idade.

A consequência da opacificação do cristalino é dificultar a passagem da luz para o interior do olho, e com isso, não haverá a focalização da luz na retina (camada interna de nosso olho que recebe a luz e a transforma em estímulo nervoso que será enviado ao cérebro, onde entendemos a imagem recebida). A opacificação é progressiva, assim como a dificuldade e a perda da visão, até que se submeta a um tratamento definitivo.

Tratamento da Catarata:

Não existe nenhum colírio ou medicação oral que possa restituir a função das células da cápsula do cristalino. Uma vez com Catarata, o tratamento é cirúrgico, ou seja, remove-se o cristalino opacificado que impede a passagem da luz e no seu lugar, implanta-se uma lente intraocular, previamente calculada para substituí-lo.

A cirurgia de Catarata, nos dias de hoje, deixou de ser o grande problema que era no passado, quando era necessário aguardar o “amadurecimento” da Catarata. Com a evolução e as modernas técnicas de que dispomos, o cristalino opacificado pode ser removido por incisões minúsculas (2,2milímetros) e por essa pequena incisão, implantar uma das modernas lentes intraoculares dobráveis de material biocompatível, com excelentes resultados. Por se tratara de incisão muito pequena, a cirurgia é realizada com anestesia tópica, ou seja, apenas gotas de colírio anestésico são suficientes para anestesiar para o procedimento. Associa-se Sedação leve, realizada por médico anestesista especializado.

Vantagens adicionais:

O propósito fundamental da cirurgia de Catarata é restabelecer a visão, mas há algumas vantagens que podem ser conseguidas, desde que os exames oculares específicos estejam permitam. Uma delas é a correção do grau de Miopia ou Hipermetropia que o paciente apresente, permitindo uma visão para longe sem óculos, embora necessitando de óculos para leitura. Em casos selecionados é possível implantar lentes intraoculares multifocais, que irão permitir visão de longe e de leitura sem necessidade de óculos para mais de 90% das atividades diárias. Há também lentes intraoculares trifocais para aqueles pacientes que necessitam também de boa visão intermediária sem óculos. Em outros casos, pacientes que apresentam Astigmatismo (diferença na medida dos meridianos da córnea), poderão optar pelas lentes intraoculares tóricas, que corrigem o Astigmatismo, não sendo necessário usá-las nos óculos.

O tratamento da Catarata e o implante das lentes intraoculares é definitivo, não havendo necessidade de substituí-las pelo resto da vida.

Enxergar bem é uma das condições principais de segurança e de qualidade de vida.

  • Capsulotomia com YAG Laser

    Por ocasião da cirurgia de Catarata, há necessidade de um apoio para a lente intraocular (LIO) a ser implantada para substituir o cristalino opacificado removido. Isso se consegue, conservando a cápsula posterior do cristalino. Por analogia, imagine um grão de feijão cozido que se abre, remove-se todo o conteúdo, mas preserva-se a casquinha do feijão; é mais ou menos isso que ocorre na cirurgia, como a cápsula está presa nas estruturas oculares, serve como apoio à LIO, que ocupará o lugar do cristalino removido. Esse apoio é importante nos primeiros 5 a 7 dias da cirurgia; após isso, as alças da LIO já se fixaram e não é tão crítica a necessidade do apoio.

    Com o passar do tempo, a cápsula que sustenta a LIO opacifica-se, como o cristalino original e então teremos a LIO apoiada numa estrutura opacificada, dificultando a visão.

    Como a cápsula não é mais importante como apoio, pode ser removida a fim de melhorar a visão. Isso se consegue com um procedimento chamado Capsulotomia com YAG LASER. Trata-se de pequenas aplicações do LASER focalizado na cápsula, detrás da LIO, rompendo-a, abrindo uma “janela” central. Isso é feito com a pupila dilatada, é indolor e demora poucos minutos.

    O procedimento de Capsulotomia com YAG LASER habitualmente é único, não havendo necessidade de ser repetido.

  • Existem três maneiras de se corrigir o descolamento de retina:

    1 - Retinopexia pneumática: Esta é a técnica menos invasiva, e pode ser usada quando o rasgo que originou o descolamento é na retina superior. Nesta técnica, uma bolha de gás é injetada dentro do olho, e a pessoa é posicionada sentada de modo que a bolha tampe o rasgo. Após horas a dias, a retina reaplica e se faz laser ao redor do rasgo. Para essa técnica dar certo, é necessário manter a posição por vários dias, e isso geralmente significa dormir sentado para que a bolha tampe a rotura de maneira constante. Esse método é eficaz em ao redor de 75% dos casos.

    2 - Retinopexia com Introflexão Escleral: Neste método, abre-se toda a pele que recobre o branco do olho (que chamamos de conjuntiva) e coloca-se uma banda de silicone ao redor do olho, por trás dos músculos oculares. Um tijolinho de silicone mais largo é posicionado no local correspondente à rasgadura da retina. O líquido abaixo da retina é drenado através de uma pequena abertura, de modo que a retina reaplique. Este método, desenvolvido na década de 60, ainda é muito utilizado, pois permite a reaplicação da retina com manobras externas ao olho, minimizando a chance de catarata.

    3 - Vitrectomia posterior: esta cirurgia, inicialmente desenvolvida na década de 70, se tornou cada vez mais utilizada a partir dos anos 90 pelos avanços tecnológicos e técnicos observados na última década. Através de uma série de manobras, a retina é colada por dentro do olho, e é feito laser interno para cicatrizar os rasgos.

    Na vitrectomia, ao final da cirurgia, é necessário tamponar a retina com gás ou com óleo de silicone. No caso de se utilizar gás, a visão inicial é bem embaçada, mas vai melhorando com a absorção espontânea do gás. Vale ressaltar que não se deve viajar de avião com o gás dentro do olho, pois em altas altitudes este expande e pode aumentar muito a pressão do olho, ocasionando muito desconforto e por vezes perda visual irreversível. Outra opção é a utilização do óleo de silicone, que confere melhor visão inicial e tamponamento por mais tempo, mas não é absorvido espontaneamente, de modo que uma outra cirurgia é necessária para a remoção do óleo.

    A vitrectomia posterior é utilizada para diversas outras indicações em retina, tais como: hemorragias no gel vítreo causado por diabetes; membrana epirretiniana; buraco de mácula; síndrome de tração vitreomacular; fragmentos de catarata no gel vítreo; lente intraocular luxada para o gel vítreo; corpos estranhos intraoculares, entre outras indicações.